Importância da pelve durante os exercícios

Hoje vamos falar de como o posicionamento da pelve vai influenciar a nossa postura no dia a dia e durante os exercícios. A Pelve é formada pela união dos dois ossos do quadril que se articulam entre si na parte anterior, e posteriormente articula-se com o sacro, ou seja, a pelve é o elo entre a coluna e os membros inferiores.
A pelve realiza os movimentos de anterversão, retroversão, inclinação lateral e rotação interna e externa. Antes de tudo, precisamos entender esses movimentos e o que é a posição neutra da pelve.

  • Anteversão o famoso “bumbum empinado”. É quando empinamos a pelve muito para trás.
  • Retroversão é o inverso, quando encaixamos a pelve para frente.
  • Posição Neutra se encontra no meio destas duas posições.
  • Inclinação lateral acontece quando um lado do quadril está mais alto do que o outro.

Rotação é dividida em rotação externa quando o quadril roda para fora consequentemente levando a ponta do pé para fora, enquanto que a rotação interna roda para dentro levando a ponta do pé para dentro.
Em outras palavras a posição neutra da pelve é quando as espinhas ilíacas ântero-superiores estão no mesmo plano horizontal (não há inclinação lateral) e ao mesmo tempo, é quando as espinhas ilíacas ântero-superiores e a sínfise púbica, estão no mesmo plano vertical (não há anteversão ou retroversão).

A posição da pelve tem relação direta com a nossa coluna vertebral. Quando a pelve se encontra em posição neutra, a lombar apresenta uma leve curva anterior, chamada de lordose, que é fisiologicamente normal. Porém, quando a pelve se encontra em anteversão, ocorre uma hiperlordose na lombar que é o aumento da curva anterior. E na retroversão da pelve temos uma retificação da lordose lombar, que é a diminuição ou anulação da curva anterior, na inclinação lateral pélvica, a coluna vertebral se encurva com convexidade em direção ao lado do quadril mais baixo.  As alterações posturais causadas pela rotação pélvica (interna ou externa) são similares as que acontecem na inclinação, pois geralmente a rotação pélvica é acompanhada de uma inclinação.

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Gestação e Pilates

A gestação é um processo fisiológico natural que envolve mudanças dos mais variados sistemas do corpo humano. O processo de gravidez pode ser considerado um estado de saúde que envolve mudanças fisiológicas iguais ou maiores do que as que acompanham muitos estados patológicos.
As alterações hormonais que ocorrem durante a gestação, causam mudanças características na gravidez, como: mudanças na marcha e na postura, pois há um aumento do hormônio denominado Relaxina. Este promove o “amolecimento” das cartilagens, causando uma frouxidão ligamentar das articulações pélvicas, sacroilíacas, sínfise púbica e músculos lisos.

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Treinamento Funcional e Reabilitação de atletas

O treinamento funcional já não é mais uma novidade, passou de febre à realidade, trata-se de um método que consegue reverter às atividades de vida diária em exercícios benéficos à saúde, fortalecendo, alongando, gerando melhora na propriocepção, equilíbrio, balance, resistência muscular e aeróbica, e isso tudo sendo trabalhado de forma global sem dividir o treino em partes. Ao contrário do que nos traz a musculação onde trabalhamos com movimentos mecânicos em eixos pré-definidos e de maneira isolada.  E é também por este motivo que o treinamento funcional estourou nos dias de hoje.
O conceito usado nesse método está relacionado à fisioterapia, já que o objetivo da fisioterapia sempre foi reabilitar o individuo levando-o para a funcionalidade com o máximo de independência possível, trabalhando de forma inteligente, ou seja, trabalhar o corpo em seus movimentos naturais de forma fisiológica, em todos os planos de movimento, reintegrando-o as suas atividades de maneira capacitada a executar os movimentos do seu dia a dia em todas as suas praticas, seja ela, trabalho, esporte, lazer, entre outras.
Nos dias atuais podemos usar o treinamento funcional, como uma atividade física, para melhorar a estética corporal e também na prevenção de doenças e incapacidades. Além disso, podemos utilizar deste recurso e os milhares de exercícios que ele nos trás para a reabilitação em todas as suas especialidades.

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Pilates e Funcional Para amputados

Amputação é a retirada, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro, sendo considerado um processo reconstrutivo de uma extremidade sem função ou com função limitada (CARVALHO, 2003; GABRIEL, 2001).

Os membros inferiores, frequentemente, possuem maiores chances de serem submetidos a tal procedimento em comparação aos membros superiores (MAY, 2004; CARNESALE, 2006). As causas estão entre as mais variadas, pode-se destacar: tumores , traumas, problemas vasculares, infecções e problemas congênitos(PINTO, 2001; CARVALHO, 2003; CACHOEIRA; FERÃO, s.d.).

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Cuidados do Pilates e Treinamento Funcional na Esclerose Múltipla

Nessa matéria vamos falar sobre a esclerose múltipla (EM) e como podemos trabalhar com esse diagnóstico e seus sinais e sintomas utilizando os recursos do Pilates. Talvez você não saiba muito a respeito da EM, e pense que o ideal é o repouso livre de atividade física. Mas, isso é um engano e diferente desse pensamento vemos no dia-a-dia do Espaço ERA que a atividade física é benéfica, ajudando no controle dos surtos apresentados pelo portador da EM e também melhorando sua independência nas atividades de vida diárias. Os mesmos objetivos e cuidados utilizados no Pilates, podem ser levados para o Treinamento Funcional.

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que compromete o sistema nervoso central (SNC), onde as células imunológicas invertem seu papel: ao invés de protegerem o sistema de defesa do indivíduo, passam a agredi-lo, produzindo inflamações. As inflamações afetam particularmente a bainha de mielina – uma capa protetora que reveste os prolongamentos dos neurônios, denominados axônios, responsáveis por conduzir os impulsos elétricos do sistema nervoso central para o corpo e vice-versa. Com a mielina e os neurônios lesionados pelas inflamações, as funções coordenadas pelo cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal ficam comprometidas. Desta forma surgem os sintomas típicos da doença, como alterações na visão, na sensibilidade do corpo, no equilíbrio, na força muscular dos membros e, consequentemente, na mobilidade e locomoção.

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